segunda-feira, 20 de setembro de 2010

ultima de você

Essa é a ultima vez que eu falo sobre isso, talvez porque, depois desse texto eu não tenha mais o que falar.
Mais difícil do que um fim, é um fim que não acaba, sabe, em todos os dias que eu demorei pra te esquecer, poucos foram aqueles que você realmente me deixou ir.
Seu medo de virar passado sempre foi muito maior do que o de me machucar e por isso tudo que eu fazia era continuar ao seus arredores.
Não é fácil você ser obrigada a arrancar uma pessoa do seu peito, tirar de la com toda sua força, mesmo quando ela te representa o sinonimo de felicidade.
Você não me deu chances de tentar de novo, muito menos de ir embora. No fundo, o que eu mais queria era que tudo aquilo passasse e as coisas voltassem ao normal.
Mas não existia um normal, aquilo era o normal, mesmo eu renegando, não querendo, aquela história não era uma história de novela, você sempre esteve longe de ser o mocinho e eu sempre jurei que era uma princesa, quando no fundo eu nunca passei de uma aventura.
Demorou, demorou muito, cinco meses, mas eu aprendi meu valor, aprendi que não preciso me manter aos seus arredores e que até hoje eu só não fui embora porque você não deixou, aprendi que ja estava passando da hora de eu esperar você voltar, você não ia voltar, você nunca quis de verdade estar aqui.
Mas o que eu acho que mais demorou para eu perceber que o dependente de toda essa história, é você.
Criança, imaturo, inseguro, egocentrico, egoista, idiota. Todos os defeitos do mundo que eu insistia em chamar de qualidades, você não quer o bem de ninguém, as vezes nem o seu mesmo. Você só pensa no que te faz feliz, então pense nisso sozinho.
Foi-se o tempo que eu me importava mais com você do que comigo, mesmo porque, você ja arranjou outra pessoa pra fazer isso por você.
Mas esse texto não é sobre você, é sobre mim, e como eu me sai na sua ausência.
De fato, não foi fácil, eu não queria, mas hoje levo a minha vida perfeitamente completa sem você, sem suas manias insuportáveis e sem seu jeito ridiculo.
Porque no fundo, tudo que eu precisava era encontrar um "eu" no meio de tantos "você, você, você, você" E hoje meu EU brilha, clama por vida, renovado e completamente dispido de todos os seus "você".
"Eu queria te dizer que eu sinto muito. Mas eu não posso te dizer isso porque a verdade é que eu não sinto mais nada. Nadinha."

Nenhum comentário:

Postar um comentário