sexta-feira, 3 de junho de 2011

Luz

Tudo era branco e preto, as pessoas passavam assim por mim como se as cores não existissem. E isso era indiferente, não doia e nem agradava, era simplismente normal.
Mas um dia, algo novo estava lá, bem de longe eu avistava um pontinho no céu, um brilho, algo que prendia minha atenção, um brilho.
Voltei lá durante todos os dias, eu gostava do brilho, ele foi se aproximando e se tornando luz, iluminando e colorindo tudo que existia em volta, essa luz me envolvia e me fazia querer cada vez mais.
E quanto mais eu queria que aquela luz brilhasse, mais ela se aproximava e mais eu me entregava.
Aquela luz me cegara por completo, me aquecia e me fazia sentir uma necessidade fora do comum.
Ela se aproximava, e o que antes aquecia, agora queimava, doia muito porém não queria que ela parasse de brilhar.
Entao um certo dia a luz se apagou, ainda ardia muito e meus olhos ainda não enchergavam, mas o que mais machucava era a falta daquela luz.
Era insuportável ver tudo branco e preto de novo, parecia que simplismente viver doia, cada vez que o ar invaida meu pulmão rasgava meu peito como se mil laminas afiadas entrassem sem dó.
Depois que a dor da falta da luz diminuiu, outras luzes apareceram, porém umas não brilhavam tanto, outras foram embora mesmo antes que sentisse o calor, algumas pareciam ser perfeitas mas logo se apagavam.
E algo que antes era tão comum hoje me parece vazio frio e escuro.
Por pior que fosse a dor da luz, viver no branco e preto se tornou insuportável.

(07/06/2009)

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